domingo, 31 de janeiro de 2016

Percurso pedestre ou rota do Granjal - Sernancelhe

Casa do Povo instalada num antigo solar

Breve descrição do percurso pedestre do Granjal - Sernancelhe

Este é o terceiro de um conjunto de percursos que irei selecionar e divulgar, e que já executei.

Considerei diversos aspetos: Sociológicos, culturais, históricos, religiosos, arquitetónicos, geológicos, biológicos, recursos naturais, habitats dulçaquícolas e terrestres, entre outros.

Farei um guião escrito, onde anexarei alguma informação.

Esta divulgação, agregará também um conjunto de fotografias - não todas - de interesse para os pedestrianistas, ajudando-os na sua visualização no local.

A planificação de alguns dados do percurso, e a sua apresentação, pode, no entanto, envolver eventuais lacunas. Esta será a plataforma inicial, com vista à sua melhoria.

Pretende-se ainda, com esta divulgação, a sensibilização da população para a proteção e conservação dos lugares e de todos os tipos de património aí existentes.

O desenvolvimento socioeconómico dos locais.

Sensibilização dos municípios ou outras instituições, com vista à implementação de um percurso pedestre, e sua aprovação junto da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal.






 Igreja Paroquial (foto panorâmio)



 



Planta completa do percurso


Assim, e consultando as plantas elaboradas aqui ao seu dispor:

Inicie e finalize o percurso, na rua do lado esquerdo da Igreja e Cemitério de Granjal, junto a um nicho.

Caminhe entre muros em granito e entre soutos, com alguns castanheiros centenários. Ao alcançar o marco de padroado da Universidade de Coimbra,

 Marco da Universidade de Coimbra



 Castanheiro



siga para a esquerda, até deparar com uma rua empedrada. Volte para a direita. A rua em calçada de granito leva-o até ao local onde se encontra erguido, o santuário de Nossa Senhora das Necessidades,

Capela Sra Necessidades

e outras construções de cunho religioso. Aqui, pode apreciar as edificações, a natureza, as vistas para a barragem do Vilar, para a aldeia da Faia, do Freixinho e seu hotel rural num antigo convento, para Fonte Arcada, para a aldeia de Ferreirim, para a Vila da Ponte, para Sernancelhe, seus soutos e seu santuário, e para outros sítios de especial beleza.
Capela anexa à Sra das Necessidades

Casa do Ermitão junto da Capela da Sra das Necessidades


Nicho, junto da Capela Sra das Necessidades


Panorama para a Vila da Ponte e barragem do Vilar

Castanheiro junto do Santuário

Barragem do Vilar. A Aldeia Freixinho (direita) e Faia (esquerda) fotografia tirada da Sra Necessidades


Admirado o local, prossiga a jornada. Deixou o santuário, pela estrada de acesso a Vila da Ponte, preste aqui atenção pois à sua esquerda, e na direção da barragem, existe um estadão que em 20 a 30 metros tem uma cortada à direita e desce por um caminho tipo romano, com lajes, e vai levá-lo à rua empedrada, e segue por aí. Se no entanto, tiver dificuldade em seguir esse caminho, siga um pouco na rua para a Vila da Ponte e corte para a sua esquerda, pois vai dar à mesma rua por onde deve seguir.

Fase do percurso a seguir ao Santuário da Sra das Necessidades

Emergem poucas pequenas curvas e avista uma esplêndida fonte, com tanque, mesa com bancos para um curto descanso.

 Fonte e espaço para curto descanso



Prossiga a caminhada e depara com uma arrecadação agrícola de harmonioso esmero.
 arrecadação


Duas pequenas curvas e surge uma encruzilhada. Volte para a esquerda, já em terra batida e, mais uns metros, continue sempre à esquerda. Vá caminhando e vai aperceber-se, talvez, que ao seu lado direito serpenteia, a alguns metros, um pequeno ribeiro, disfarçado com a vegetação, e eis que avista um pomar de macieiras. Apreciando o vale, que dantes era amanhado intensivamente, encontra um caminho agrícola de maior largueza. Segue para a esquerda até deparar com um belo cruzeiro. 

 Cruzeiro entre os campos férteis e o Granjal


Aqui, segue pelo caminho à direita, e alcança a estrada de alcatrão.
Fase seguinte do percurso

Atravesse-a e prossiga, atingindo a aldeia. Chegado, pode optar por uma qualquer rua e admire os solares, as capelas, as fontes, o cruzeiro, as casas em granito, e toda a atmosfera da aldeia, beba um café, para posteriormente se abeirar da igreja.
Penúltima fase do percurso e

Ultima fase do percurso do Granjal

Na aldeia do Granjal pode ainda desfrutar:



Santuário da Na Sra da Aparecida
Cruzeiro e casa solarenga

 pormenor da entrada

 Fonte e Casa com Brazão no centro histórico Granjal

 Capela       Outrora uma capela

  Fonte na antiga estrada
 Capela de Casa solarenga


 Solar


Num campo no meio da aldeia

 Brazão


Um percurso sem dificuldade, belo e reconfortante e com muito património construído. Fez a sua reportagem fotográfica? Recorde, mais tarde, em casa, o fascínio do local por onde caminhou.


 Espantalhos em oliveiras- Granjal



elaborado por:
José Manuel Costa Amaral

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Percurso pedestre ou trilho de Santo Amaro de Azurara e Santa Luzia - Mangualde




Pretende-se:
Sensibilização dos municípios ou outras instituições, com vista à implementação de percurso pedestre, e sua aprovação junto da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal.

 Capela

As fases do percurso
Mapa do Percurso
Fase inicial do percurso

Fase 2 do percurso

Fase 3 do percurso

Fase 4 do percurso

última fase do percurso

Descrição breve do percurso
O percurso pedestre de Santo Amaro e Santa Luzia, tem inicio e fim nas lajes naturais de granito, onde outrora se malhavam os cereais. Seguimos para norte, numa rua que vai ligar á casa solarenga da Família Faro.

No largo, além do Solar, pode admirar a fonte, dois marcos e antigas casas.

Fonte


Marcos com inscrições


 Marco com inscriçoes





Atravessa a galeria sob a casa, e em breve, espreita a capela, e repare na imagem do santo em azulejos, nas oliveiras centenárias e no tanque comunitário de lavar roupa.
Santo Amaro (?)
A Capela

Tanque comunitário

Se tirou fotografias, continue na rua mais à sua direita, ao longo dos muros da quinta.
No topo, vira para a esquerda, em rua empedrada com vivendas e quintais, e segue até passar uma descida mais acentuada e vira à direita. Caminha poucos metros volta para a esquerda ao longo do muro de outra quinta. Caminha e, após um regato, encontra um estradão e volta para a sua esquerda. Percorridos sensivelmente 300 metros, observa uma rua, tb à esquerda, para a aldeia de Santa Luzia. Vá por ela. logo após algumas vivendas, atravessa o ribeiro, entra numa parte antiga da aldeia, casas com varandas de outra época.

                                         Varandinhas

De imediato vira para uma rua à direita e segue o seu percurso, caminhando para uma curva à esquerda que o leva á estrada principal, cruzando-a. Cruza uma segunda rua e vá seguindo, até encontrar um novo estradão, com currais de ovelhas do outro lado do estradão.
Pastorícia

Vira à esquerda, e continua a caminhar até encontrar uma reflorestação do seu lado esquerdo. Encontra nova rua, volta para a esquerda, em ligeira subida, e no topo dos pinheiros mansos, vira de novo à esquerda, e segue até cruzar com novo estradão. Aí, vai apreciar a alminha das Cabeças e segue na rua onde ela se encontra.
                                                     Alminha das Cabeças

Continua a caminhar e vai-se apercebendo da aproximação da aldeia de Santo Amaro.
                                                             Engenho ou picota



                                             Alminha e pôça da Lavandeira

Ao chegar às primeiras casas observe a poça e alminha da Lavandeira. Poucos metros adiante, está na aldeia e ao chegar à rua principal, volta para a direita, avista perto a alminha das lajes
                                                            Alminha das lajes

e soube, e vai aperceber-se que o percurso chegou ao fim, às lajes onde estacionou a sua viatura. Cumprimente quem por ali estiver e vá ao seu propósito.

José Manuel Costa Amaral

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Senhora da Cabeça - Lenda - Fornos Maceira Dão



                    Pormenor da frontaria do Santuário de Nossa Senhora da Cabeça

«O convento de Maceira Dão era habitado por, entre 12 a 20 frades, e de lá vinham pedir aos povos vizinhos para os sustentar. Ali próximo existia uma localidade de nome Pardieiros (Nelas), a qual era muito frequentada pelos frades ou pelo seu representante de nome Caiés. Como os Pardieirences não tinham dinheiro, os frades levavam tudo o que as famílias criavam, animais e cereais, etc. Quando as pessoas não queriam dar a ele, (Caiés) ameaçava dizendo: Se não levar a bem levo a mal. Caiés, que era de S. Gemil, vinha "buscar" os mantimentos aos Pardieiros com a população sempre revoltada, até que um dia a população uniu-se e esperaram por Caiés, num caminho e mataram-no. Daí em diante os Pardieirences dizem a seguinte quadra»
Senhora da cabeça
Que estás em Maceira Dão
Mal empregada Senhora
Estar na mão de tanto ladrão 

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Percurso pedestre ou trilho do Barrocal - Carvalhal das Romãs - Sátão


Aldeia do Carvalhal - vista parcial


Descrição do percurso

Planta do percurso

Irei selecionar e divulgar, um número de percursos ecológicos, que já elaborei e executei, considerando diversos aspetos: Sociológicos, culturais, históricos, religiosos, arquitetónicos, geológicos, biológicos, recursos naturais, habitats dulçaquícolas e terrestres, entre outros.
Farei um guião escrito, e anexarei a recolha de alguma informação no meio, junto da população. Porem, não irei recolher informação com registo já existente. Deixarei para os interessados na realização do percurso, essa mesma recolha. O objetivo é dilatar informação adicional, há existente.
Esta divulgação, agregará também um conjunto de fotografias - não todas - de interesse para os pedestrianistas, ajudando-os na sua visualização no local.
Acumularei demais informação na presunção de uma ajuda no desempenho integral dos interessados na realização dos percursos.
A planificação de alguns dados do percurso, e a sua apresentação, pode, no entanto, envolver eventuais lacunas. Esta será a plataforma inicial, com vista à sua melhoria;
Pretende-se ainda, com esta divulgação, a sensibilização da população para a proteção e conservação dos lugares e de todos os tipos de património aí existentes, e;
O desenvolvimento socioeconómico de locais deprimidos, e;
Sensibilização dos municípios ou outras instituições, com vista à implementação de um percurso pedestre, e sua aprovação junto da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal.

O percurso (circular) que pela riqueza de aspetos geológicos, o considero um geopercurso.



Determinei o local da partida e fim.

O largo norte da aldeia, numa reta do bairro novo. Iniciei a caminhada para norte. No final da reta, saí do alcatrão e virei à esquerda, caminhando num trilho em terra, com ligeira subida, paralelamente ao regato, em direção à serra. Este troço do percurso, executado numa garganta curiosa, e antes de chegar a dois gigantes blocos de granito, deve dar-se atenção a um penedo que comporta nele, pedras soltas, pequenas e não polidas.

Local da partida

2ª e 3ª fase do percurso

1ª Paragem

Era aqui cultivado um ritual casamenteiro. Homens e mulheres, rumavam ao local, atirando pedras. Se a pedra atirada se fixasse no penedo nos primeiros arremessos, o casamento do atirador estaria para breve, e que era o desejo de todos. O paradigma da época seria casar cedo. Decepcionados ficavam aqueles ou aquelas que após muitos arremessos a pedra se fixava no penedo. Iriam casar tarde. Felizmente, vários moradores do Carvalhal, confirmaram terem recorrido a este cerimonial. Deixando para trás os dois blocos de granito, e miradas as encostas do desfiladeiro, eis-nos próximos da fonte e Santuário da Senhora do Barrocal.

                                          Fonte

2ª Paragem

Neste lugar, vamos apreciar a paisagem, a geodiversidade, o santuário, as sepulturas antropomórficas, a gruta, as ruínas do castro ou castelo, os três penedos associados aos cultos célticos.
                               Gruta da Sra do Barrocal


Um deles com escadaria antropica. O segundo com disposições surpreendentes. Deve ainda observar-se, com muita atenção e alguma cautela, o penedo sobre o desfiladeiro e admirar-se toda a geomorfologia da área. 

O 3º penedo de cultos celticos, com vistas para o desfiladeiro




Terminada esta paragem, retomamos o percurso dirigindo-nos para junto da chegada de acesso de viaturas perto da fonte. Do lado oposto à fonte, um pouco para a esquerda, existe um pequeno pisoteio. É a rota que vamos seguir. Poderá aí encontrar-se uma placa indicativa de acesso pedonal às Romãs. Deve pois seguir-se esse trilho que vai dar à aldeia da Romãs.

3ª Paragem

Neste troço do percurso poderá apreciar a paisagem, a geodiversidade (caos de blocos, formas geológicas, diáclases que formaram blocos não deslocados, etc; e a biodiversidade, nomeadamente os líquenes.

A fase entre o Santuário e as Romãs

Caos de blocos

                               Formas geológicas

                                  Formas geológicas

Chegados à aldeia das Romãs, o percurso começa a descer e pode, se o entender, visitar a igreja ou ir beber um café num estabelecimento um pouco antes de chegar à igreja. Se não optou por nenhuma delas, logo após às primeiras três a quatro casas, volta para primeira rua à esquerda, dando assim continuidade ao seu percurso. 


Fase descendente do percurso (Romãs - estrada de alcatrão)



Em pouco tempo vai encontrar um caminho, e, deve seguir para a sua esquerda, e como reparou, a sua caminhada já desce, pelo que se transforma mais acessível. Num ápice, depara com blocos majestosos de granito. Se o entender, e não é pois muito difícil, nem corre qualquer perigo, poderá observar o interior de uma caverna formada pelos blocos.



Local da caverna

Vídeo sobre a caverna. selecione a seguir a:
Caverna do Barrocal


Continua a sua caminhada até à estrada de alcatrão, voltando para a sua esquerda até à aldeia do Carvalhal. 



A penúltima fase do percurso

A estrada é paralela ao rio Coja. Aqui pode observar:



Charca junto à estrada


Uma perdiz por entre os rosmaninhos




Última fase do percurso


Ao chegar a uma encruzilhada, vira de novo à esquerda e deixa para trás a placa de indicação da Aldeia do Companheiro (localidade deserta, perdeu seus moradores). No entanto, pode, se lhe despertar algum interesse, seguir a rua do Companheiro em sensivelmente 100 metros, somente para observar o Rio Coja. Terá, depois, que voltar para trás, em direção da Aldeia do Carvalhal, bem visível para o caminhante. Já no Carvalhal, nas primeiras casas, vai aperceber-se de uma casa com alguns trabalhos em granito (mesas, bancos e fonte) - trabalho manual de artesão. Logo após essa casa repare numa construção típica e em vias de extinção de uma choupana tradicional para abrigo de lenhas.

A choupana

Após a sua observação, de novo segue para a aldeia, passando junto da capela, seguindo a rua, sempre para a sua esquerda, descobrindo as edificações das casas em granito e outros pormenores pitorescos, e eis que chegou ao fim do seu percurso.

Fonte e tanques em granito no Carvalhal

Boas caminhadas eu recomendo. 

Elaborado por: José Manuel Costa Amaral


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Sequoias de Fornos de Maceira Dão


Existem alguns exemplares deste fóssil vivo nos limites geográficos da Freguesia.

Dois dos indivíduos podem ter já atingido a idade de sensivelmente 400 anos.

... esta mensagem vai ultimar-se em breve...........